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São Paulo Cia De Dança em Ilhabela



Nos dias 22 e 23 de fevereiro, às 20h, o público de Ilhabela (SP) tem encontro marcado com a São Paulo Companhia de Dança.


A premiada companhia é a atração do Espaço Pés no Chão com a apresentação de três obras de seu repertório: Mamihlapinatapai, de Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro, pas de deux de Bachiana nº1, de Rodrigo Pederneiras; e Grand Pas de Deux de Dom Quixote, de Marius Petipa.


O espetáculo contará também com a exibição do documentário Canteiro de Obras 2012 - Ensaio Sobre o Movimento, dirigido pelo cineasta Evaldo Mocarzel.


Os espetáculos têm entrada gratuita.

 

MAMIHLAPINATAPAI (2012)
Coreografia: Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro

Música: Marina de La Riva, composição de Silvio Rodrígues (Te Amaré Y Después); Rodrigo Leão (No Se Nada); e Cris Scabello (Tema final)

Figurino: Cláudia Schapira

Iluminação: Joyce Drummond

Assistente de coreografia: Rodrigo de Castro


Um olhar compartilhado por duas pessoas, cada uma desejando que a outra tome uma iniciativa para que algo aconteça, porém, nenhuma delas age. Este é significado de Mamihlapinatapai, palavra originária da língua indígena yaghan, de uma tribo da Terra do Fogo, que dá nome à obra de Mesquita. “Na coreografia, trabalhamos com a relação de desejo entre homem e mulher e, ao mesmo tempo, com esse ‘quê’ agregado ao significado dessa palavra e naturalmente, esse desejo não se concretiza”, explica o coreógrafo, que usou elementos desconstruídos da dança de salão para criar esta peça. Mesquita é diretor da Mimulus Cia. de Dança, de Belo Horizonte.

 

BACHIANA Nº1 (2012)

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Bachianas Brasilerias nº1, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Execução: Violoncelistas da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) com participação especial de Antonio Meneses e regência de Roberto Minczuk (gravação selo BIS, 2003).

Iluminação: Gabriel Pederneiras

 

Criada especialmente para a SPCD, no primeiro semestre de 2012, a coreografia, dividida em três movimentos, evidencia a brasilidade, o romantismo e a paixão do nosso povo. Os violoncelos que se sucedem a cada parte da música (Bachianas Brasileiras nº 1, Heitor Villa-Lobos) traduzem o gesto em si, e dessa afinação entre som e movimento surge a obra, que ganha acentos particulares no corpo de cada intérprete. Em Bachiana Nº 1 a versatilidade dos bailarinos traz novas ênfases à linguagem de Pederneiras. Em Ilhabela será apresentado apenas o pas de deux desta obra.

 

GRAND PAS DE DEUX DE DOM QUIXOTE (1869)

Coreografia: Marius Petipa (1818-1910)

Música: Leon Minkus

Remontagem: Manoel Francisco

Figurinos: Tânia Agra


O Grand Pas de Deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais dessa obra. Dançado pelo mundo todo, esse duo representa um grande desafio para os intérpretes não só pela qualidade técnica, mas também pela interpretação. Coreografado por Marius Petipa, o balé Dom Quixote é baseado num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, a filha do taberneiro. O cavaleiro Quixote se apaixona por Kitri, confundindo-a com Dulcinéia, seu amor. Após aventurar-se pelo mundo em batalhas imaginárias contra ventos e moinhos, no último ato o protagonista celebra ao lado de seu fiel escudeiro Sancho Pança o casamento entre os dois apaixonados.


Serviço:
São Paulo Cia de Dança
Espaço Pés no Chão (Rua Macapá, 72), em Ilhabela – SP
Dias 22 e 23 de fevereiro, às 20h
Entrada Franca


Autor / Fonte:Adilson Marcelino




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