Notícias

Reflexões, Práticas e Desafios: Rede – Terreiro Contemporâneo de Dança


Foi com convidados e público sentados em círculo que se encerrou a programação teórica-prática da Rede -Terreiro Contemporâneo de Dança – 2ª Edição no palco do Memorial Minas Gerais Vale, em Belo Horizonte (MG) no último domingo, 02/09, simbolizando o caráter de horizontalidade e circularidade que marcou todo o evento.


Convidados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais, organizadores e público se reuniram no “Seminário Caminhos do Terreiro” para fazer um balanço sobre o evento, que durante cinco dias conjugou reflexão e prática para a promoção e difusão de pensamentos, obras e pesquisas provocadas pela ressonância da arte inspirada e produzida na África e nas diásporas negras.

 

Provocados pelo idealizador do Terreiro, Rui Moreira, e também pelo bailarino, coreógrafo e educador Jorge Silva sobre o que fazer para que a cultura negra tenha o seu devido lugar em representatividade na produção cultural do país como tem na formação cultural brasileira, os participantes tiveram que se questionar diante da pergunta provocativa e direta de Jorge Silva: O que fazer?

 

A professora, dançarina, coreógrafa e pesquisadora Edileusa Santos sintetizou o pensamento geral ao assinalar que os agentes já provaram que sabem fazer e o que precisa ser feito agora é produzir. Todos ressaltaram a importância de eventos como o Terreiro Contemporâneo de Dança, o FAN, a Aldeia Kilombo. E o dançarino, coreógrafo e educador Evandro Passos, que integra o Comitê Internacional de Dança – Cid, da Unesco, chamou atenção para o interesse crescente que os países estrangeiros têm sobre a cultura afrodescendente do Brasil.

 

Esse encontro de balanço foi sobre agenda intensa que contemplou oficinas, palestras e rodas de conversas, já que ainda no domingo essa segunda edição do Terreiro se encerrou oficialmente com um grande encontro entre convidados e público no Ilê Wopo Olojukan para uma Mostra de Vídeo e a Performance “Poemacumba”, com a dançarina Franciane de Paula e o poeta Léo Gonçalves.

 


O Terreiro Contemporâneo de Dança foi exibido ao vivo on line aqui pelo Centro Cultural Virtual SeráQuê?, que em breve vai disponibilizar todo o evento, que foi gravado, e que aconteceu de 29 de agosto a 02 de setembro em Belo Horizonte (MG).

 

A SeráQuê Cultural, através do Núcleo de Estudos de Danças Negras Contemporâneas, foi contemplada com o II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, para realizar o Terreiro Contemporâneo de Dança – 2ª Edição.

 

 

Rede - Terreiro Contemporâneo de Dança

 

Idealizado pelo bailarino, coreógrafo e pesquisador Rui Moreira, o Terreiro Contemporâneo de Dança compõe uma Rede de ações e eventos no território nacional que propõe espaços de imersão artística reunindo professores de danças, dançarinos, bailarinos acadêmicos, pensadores, músicos, atores, e demais interessados no universo cultural afro-brasileiro. O objetivo é promover a difusão de pensamentos, obras, pesquisas e reflexões provocadas pela ressonância da arte inspirada e produzida na África e nas diásporas negras.  

 

A proposta de realizar o segundo Terreiro Contemporâneo de Dança foi comtemplada pelo II Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras que é patrocinado pela PETROBRÁS através da LEI FEDERAL de INCENTIVO à CULTURA e realizado pelo CADON em parceria com a FUNDAÇÃO PALMARES.  

 

A produção geral desta edição do Terreiro é da SERÁQUÊ? CULTURAL e tem apoio do portal CENTRO CULTURAL VIRTUAL, do NÚCLEO DE ESTUDOS DE DANÇAS NEGRAS CONTEMPORÂNEAS e do MEMORIAL MINAS GERAIS VALE.


Autor / Fonte:Adilson Marcelino




Comentários