Eventos

Hoje é Ontem Também

Companhias Provisórias

 

em

 

Hoje é ontem também

 

Com Lola Arias, Coletivo Pequena Orquestra, Cia das Inutilezas e Cia Dani Lima

 

Estreia, no dia 16 de fevereiro uma performance inédita, Hoje é ontem também, dirigido pela argentina Lola Arias, no Teatro Ipanema, dando seguimento ao Projeto “Companhias Provisórias” da Pequena Orquestra, que teve sua primeira edição em Agosto de 2012 com a montagem do espetáculo “Dolce & Copacabana – 6 clichês em crise” com direção do grupo anglo-germânico Gob Squad. Este projeto dá início ao resgate de uma prática usada pelos fundadores do Teatro Ipanema, Rubens Correa e Ivan de Albuquerque: a produção de um espetáculo inédito idealizado e produzido pelo próprio teatro. Neste caso, através da residência ‘No Lugar’. O texto é um olhar sobre o contexto politico e social no Rio de Janeiro enquanto estava sendo montado um dos espetáculos mais marcantes do Teatro Ipanema, “Hoje é dia de Rock” de José Vicente. No elenco, Denise Stutz, Emanuel Aragão, Fernanda Félix, Joana Lerner, Liliane Rovaris, Michel Blois, Rodrigo Maia e Thiare Maia.


“Companhias Provisórias” trata-se de um projeto em que a Pequena Orquestra (coletivo residente do Teatro Ipanema) recebe outras companhias e artistas convidados para formar um grupo temporário que terá duas semanas para trabalharem juntos e levantar um espetáculo dirigido por um artista internacional. Em sua primeira edição, o projeto reuniu a Pequena Orquestra com Nós do Morro, com direção de Sharon Smith e Simon Will, do coletivo anglo-alemão Gob Squad. Nesta segunda edição reunirá a Pequena Orquestra com a Cia Inutilezas e Cia Dani Lima com direção de Lola Arias, escritora, diretora, performer e cantora argentina para trabalhar durante duas semanas na montagem da performance “Hoje é ontem também”..

 

É a segunda produção assinada pela ocupação ‘No Lugar’ do Teatro Ipanema que vai receber ainda Tiago Rodrigues (Portugal), na próxima edição do projeto “Companhias Provisórias”, em Abril de 2013.

 

 

Sobre o espetáculo

 

1971. Brasil. A ditadura brasileira tem um plano para invadir o Uruguai, Pelé joga sua última partida de Futebol na Iugoslávia, Carlos Lamarca (líder guerrilheiro) é assassinado e no teatro Ipanema estreia Hoje é dia de Rock de José Vicente que se torna um sucesso de público, mantendo o teatro por dois anos com casa cheia.

 

2013.  Rio de Janeiro. Um grupo de jovens artistas que ocupam hoje o teatro Ipanema decidem fazer uma reconstrução política e social da obra mítica Hoje é dia de Rock. A partir de entrevistas com atores da montagem original, técnicos, críticos, a bilheteira do teatro e com o próprio público, vão registrando a memória desse sucesso. Como detetives do passado, os artistas reconstroem a obra, a vida dos artistas e o contexto político da época.

 

Como era o teatro em 1971? Por que essa obra se tornou uma referencia de toda uma geração? De que maneira conviviam o movimento de contracultura e a militância armada? Por que as pessoas que são indagadas sobre essa época, ressaltam esta peça como algo libertário dentro da ditadura? É possível abrir os arquivos secretos do teatro e os da historia também?

 

O trabalho tem por base reconstruir a inquietação política e social no momento em que estava sendo criada a peça “Hoje é dia de Rock” no Teatro Ipanema em 71. A ideia não é montar a peça, mas a partir da história dela entender as condições em que essa peça foi montada. Não se trata da nostalgia dos anos 70 porque o atual também estará presente. As inquietações dos artistas contemporâneos também estarão lá. É esse paralelo que interessa. Contracultura x Ditadura, Real x Ficção e Passado x Presente. Uma visão crítica de um pedaço da história.

 

 

Sobre Lola Arias

 

Lola Arias (1976) é escritora, diretora de teatro, performer e cantora. Seus textos transitam na fronteira entre a ficção e o real.

 

Em teatro trabalha com atores, não atores, bailarinos, músicos, crianças, bebês e animais. Em Striptease (2007) um bebê de um ano é o protagonista da obra; em El amor es un francotirador (2008) os atores contam histórias de amor enquanto toca ao vivo uma banda de rock; em Mi vida después (2009) seis jovens reconstroem a juventude de seus pais nos anos 70 a partir de fotos, cartas, fitas cassetes, roupa usada, etc. Na Alemanha dirigiu Familienbande (2009) no teatro Kammerspiele Munich e That enemy with in (2010) no teatro HAU, Berlin. Em 2012 estreou Melancolía y Manifestaciones no Festival Wiener Festwochen.

 

Em colaboração com o artista Stefan Kaegi dirigiu Chácara Paraíso, uma instalação biográfica com policiais brasileiros, e Airport kids, um projeto sobre crianças internacionais na Suiça. Em 2010 fizeram a curadoria de Ciudades paralelas, um festival com oito intervenções no espaço público que se realizou em Berlim, Buenos Aires, Varsóvia, Zurique, Copenhagen, Kolkatta e outras cidades.

 

Como cantora tem uma parceria com Ulises Conti, e compõem e tocam ao vivo. Gravou os discos El amor es un francotirador  (2007) e Los que no duermen (2011).

 

Como escritora publicou: Los posnucleares (relatos, Emecé), Striptease/ Sueño con revólver/ El amor es un francotirador (teatro, Entropía), Poses para dormir (Antología dramaturgias. Entropía), La escuálida familia (teatro, Libros del Rojas), Las impúdicas en el paraíso (poesía, Tsé-Tsé). Seus textos foram traduzidos para o inglês, o francês, o alemão, entre outros idiomas.

 

SERVIÇO

Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema)

Telefone: (21) 2267-3750

Horários: Sexta e Sábado, às 21h/ Domingo, às 20h (bilheteria aberta de Terça a Domingo a partir das 15h)

Ingressos: R$20,00 (inteira)/ R$10,00 (meia)/ R$5,00 (estudantes de teatro, dança e artes visuais)

Capacidade: 222 lugares

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Temporada: 16 a 24 de fevereiro

Mais informações: www.nolugar.art.br

 

 

FICHA TÉCNICA

Hoje é ontem também

Texto e Direção: Lola Arias
Com as companhias: Pequena Orquestra, Cia Inutilezas e Cia Dani Lima
Elenco: Denise Stutz, Emanuel Aragão, Fernanda Félix, Joana Lerner, Liliane Rovaris, Michel Blois, Rodrigo Maia e Thiare Maia.
Idealização: Fabrício Belsoff, Michel Blois e Rodrigo Nogueira
Realização: No Lugar_Teatro Ipanema

Foto: Divulgação

 

 





Comentários