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Ginástica Selvagem no SESC Piracicaba



GINÁSTICA SELVAGEM

Programação no Sesc 
Espetáculo - 25/10, sexta, 20h. Teatro. Grátis. 
Não recomendado para menores de 12 anos. 
Retirada de ingresso com uma hora de antecedência. 
Workshop - 26/10, sábado, 10h. Sala de Expressão Corporal 2. Grátis. 
Não recomendado para menores de 14 anos. 
Vagas limitadas. 
Inscrições na Central de Atendimento da Unidade.       



Release Em Ginástica Selvagem, dois homens executam movimentos simples que são coreografados por meio de jogos, trazendo à cena o espírito dos jogos esportivos. Cada momento propõe desafios coreográficos. Eles se afastam e se aproximam, gerando o brilho na pele com o suor que evidencia a forma de cada músculo que trabalha. E assim, evocando uma sensação narrativa que retrata as possibilidades de contato e intimidade entre dois homens.   Para a coreógrafa e diretora Andreia Yonashiro, "tudo parte de uma ideia muito simples de ver o movimento de aproximação e afastamento de dois homens e o espaço vazio entre eles. Grande parte da dança acontece no silêncio, ela é cortada por músicas, mas o ritmo da trilha não define o ritmo da dança. A organização detalhada da dança não está pautada na música, mas num estudo detalhado do movimento".   
Os movimentos foram criados em um processo colaborativo de estudo. A coreografia não repete a forma visível dos passos de dança, mas organiza um conhecimento de como o movimento pode ou não acontecer. "É como num jogo de futebol, as trajetórias dos jogadores nunca são as mesmas, mas mesmo assim, não deixa de ser futebol. Então os movimentos são criados pelos bailarinos a cada dia de apresentação, mas respeitando uma organização composicional da dança", fala a diretora.   
O cenário é uma linha amarela fluorescente (sinalizadora de perigo) que remete a uma quadra esportiva. As meias e camisetas brancas do figurino, tingidas pelas cores de uma projeção luminosa, lembram uniformes esportivos. Mas estes indícios são recortados por músicas e uma projeção de formas geométricas coloridas que fazem com que as relações criadas não sejam tão óbvias. De repente, a mesma camisa branca quase vira um pijama que traz um ar intimista de um quarto, ou uma música evoca memórias da infância.   O espetáculo foi apresentado na FUNARTE São Paulo (2012), Espaço Parlapatões (2011) e sua versão multimídia na Galeria Olido, Casa das Rosas e CCJ Ruth Cardoso. Atualmente realiza um projeto de circulação contemplado pelo Edital Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.   



Sobre Andreia Yonashiro 
Nasceu em São Paulo, SP, 1982. Vive e trabalha em São Paulo. Iniciou seus estudos em balé em escolas de São Paulo e dança moderna com Ruth Rachou na adolescência, ao mesmo tempo em que treinava e competia no Brasil e Estados Unidos a patinação artística sobre gelo. Ao frequentar cursos com os artistas Paulo Monteiro, José Resende, Iran Espírito Santo entre outros, iniciou uma produção em artes visuais.   
Em 2001 realiza sua Exposição Individual no Centro Cultural São Paulo e logo em seguida inicia o curso de dança na Universidade Estadual de Campinas. Lá, aprofunda seus estudos sobre as técnicas de dança e sua relação com a composição coreográfica, dedicando-se à criação e à pesquisa. Teve dois projetos de pesquisa financiados pelo CNPq na área de arte eciência investigando uma releitura das propostas de Rudolf Laban a partir da topologia, e do Modelo Padrão da Matéria, tendo os Porf. Dr. Adolfo Maia e a Profa. Joana Lopes como orientadores.   
Cruzando as influências de seu percurso assimétrico, nos últimos 10 anos tem atuado como bailarina, diretora/coreógrafa e professora, destacando seus trabalho: criação e direção de Clarabóia e Estudos para clarabóia (2010-2012) ao lado de Morena Nascimento (Prêmio Klauss Vianna 2013, Fomento à Dança 2012 e eleito melhor espetáculo de dança no Guia da Folha de 2012); Tempest - criação coreográfica a convite e em parceria com Daniel Fagundes (Prêmio Cultura Inglesa 2012); concepção e direção de Erosão ao lado de Robson Ferraz (Prêmio Klauss Vianna 2012); Um leite Derramado (BIenal SESC de Dança 2009); Toró (2009), performance e instalção multimídia; entre outros,tendo ainda vencido o quadro Dança no Gelo, TV Globo, ao lado de Leandro do KLB, como patinadora, em 2008. Fundou em 2013 sua plataforma de produção Cerco COREOGRÁFICO.   



Sobre Robson Ferraz 
É artista, pesquisador e arte-educador graduado em dança pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em seus últimos trabalhos, transita por diferentes abordagens da criação cênica como estratégia de reconhecimento do seu campo investigativo: as relações entre corpo, identidade e sexualidade. Seus trabalhos recentes 2010-2012 (Pistilo, Ginástica Selvagem e Erosão) resultam de uma parceria com a coreógrafa Andréia Yonashiro. Foi contemplado com o Prêmio Funarte KlaussVianna 2011, Proac LGBT e Co-patrocínio de Primeiras Obras(CCJ) 2010. Entre 2006 e 2009 atuou na Borelli Cia de dança.   



Sobre Edson Calheiros 
Iniciou os estudos de dança e teatro em 1994. Atuou como intérprete nas companhias Corpos Nômades e Bore-lli. Criou em 2005 o soloRecluso c.3.3. e em 2006 o duo Desculpe o transtorno. Estreou em 2008 o soloMemorial do quarto escuro, com direção de Nana Pequini, eOur Love isliketheflowers, therain, theseaandthe hours. Trabalha atualmente em parceria com Robson Ferraz na Associação Desvio de dança. É mestrando emArtes da Cena no Instituto de Artes da Unicamp.   



Ficha técnica

Ginástica Selvagem

Direção e coreografia: Andreia Yonashiro. 

Elenco: Edson Calheiros e Robson Ferraz. 

Cenário e projeção em vídeo: Andreia Yonashiro. 

Música: Edson Calheiros, Robson Ferraz e Andreia Yonashiro. 

Fotografia: EdiFortini e Priscilla Davanzo. 

Produção: Cais Produção Cultural. 

Direção de Produção: José Renato Fonseca de Almeida. 

Realização: Associação Desvio e Cerco COREOGRÁFICO. 

Duração: 45 minutos. 

Classificação: 12 anos.   

Autor / Fonte:suellyn@piracicaba.sescsp.org.br




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