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Começa o Projeto Dança Afro/ Danças Negras - DocDança Negra

Clyde Morgan/DocDança 

 

O público do Rio de Janeiro (RJ) e região poderá  conferir, de 22 a 25 de maio, Projeto Dança Afro/ Danças Negras - DocDança Negra.

 

A primeira edição do projeto marca as comemorações dos 125 anos da libertação dos escravos no Brasil.

 

A abertura será às 19h, do dia 22, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com a pré-estreia do documentário de longa-metragem Um Filme de Dança. O filme, que será apresentado em primeira mão e apenas para convidados, foi ao encontro de alguns dos mais importantes e atuantes criadores negros de dança de diferentes gerações e nos mostra a trajetória, o pensamento, o belo e contundente trabalho desses artistas.

 

O evento continua no dia 23 de maio, a partir das 14h30, com o Seminário E Dança Tem Cor? Continua até 25 de maio com uma série de oficinas de capacitação oferecidas, gratuitamente, aos bailarinos e professores que atuam ou desejam atuar na área da dança.

 

 

Confira as informações do projeto

 

Projeto Dança Afro/ Danças Negras - DocDança Negra

 

Com o objetivo de difundir as danças criadas e produzidas por artistas afrodescendentes, no Brasil e no exterior, em diferentes épocas, o projeto, realizado pela Cia Étnica e concebido pela coreógrafa Carmen Luz, é constituído de vasta programação, incluindo documentários e vídeos de dança. Terá a participação de vários nomes importantes, como o norte-americano Clyde Morgan.

 

O Projeto foi premiado pela Prefeitura do Rio/Secretaria de Cultura através do FADA - Fundo de Apoio à Dança.

 

Artistas e pesquisadores de diferentes estados participarão deste grandioso projeto que visa dar maior visibilidade aos afrodescendentes na dança e, simultaneamente, mostrar a pluralidade e diversidade artística da dança brasileira.

 

Presentes no Encontro/Seminário, Luciane Ramos (SP), Elisio Pitta, Edileusa Santos, Mestre King (Bahia), Carlos Laerte, Andre Bern, Rubens Barbot, Evandro Passos, Marlene Silva, Ana Vitória, Andrea Jabor, Firmino Pitanga, Zenícola e o norte-americano Clyde Morgan, entre outros.

 

Aliás, Clyde Morgan, discípulo de José Limon, juntamente com os grandes mestres Rolf Gelewski, Roger George, Klauss Vianna, é um dos mais importantes nomes que influenciaram decisivamente, a partir da Bahia, o desenvolvimento da dança cênica brasileira. Ele vai participar dos debates.

 

A Cia Étnica - Criada há quase 20 anos pelas coreógrafas Carmen Luz e Zenaide Djadille, a Cia Étnica, desde a sua fundação, tem como meta pesquisar, afirmar e desenvolver a experiência negra na cena artística contemporânea através de diálogos e intercâmbios com diversos coreógrafos, companhias de teatro e dança e diferentes linguagens artísticas. Suas obras refletem estudos e práticas da diáspora africana e seus desdobramentos sociais e culturais.

 

Ao longo de trajetória, a Cia Étnica vem realizando coreografias, performances, peças de dança e teatro, instalações coreográficas e recitais. Foram 30 obras cênicas vistas por amplo público em teatros, galerias, parques, favelas e equipamentos culturais de diversas regiões brasileiras. Suas criações expõem o apreço pela pesquisa e uma escrita singular, marcadas por um pensamento estético onde transitam diferentes campos artísticos.

 

Além de obras cênicas, a Companhia Étnica produziu quatro documentários. Dois deles, Um poema para Quenum e Suporte, foram, em 2009, selecionados e exibidos em Festivais Internacionais de Cinema: O Femina (Festival Internacional de Cinema Feminino), no RJ, e o FESPACO, em Burkina Faso.

 

Carmem Luz - Dançarina, diretora de teatro, pesquisadora em dança e cineasta, Carmen Luz já dirigiu uma série de projetos sócio-culturais, educacionais e artísticos em órgãos governamentais e instituições do movimento social organizado. Destaque para a sua atuação como diretora do Centro Cultural Municipal José Bonifácio – Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira na cidade do Rio de Janeiro (2001 a 2006), sua direção artística no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro – Centro de Referência da Dança (2009 a 2011) e, desde 1994, seu trabalho continuado como artista e ativista cultural à frente da Companhia Étnica.

 

Em 2002 e em 2004 foi indicada ao Prêmio Golfinho de Ouro/Conselho Estadual de Cultura-RJ e agraciada com o Primeiro Prêmio Rio Mulher da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Em 2004, recebeu da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil/RJ, menção honrosa em reconhecimento ao seu trabalho com Dança e Direitos Humanos nas favelas cariocas. Também em 2004 conquistou o Prêmio Urbanidade, concedido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil/RJ, por suas performances e interferências artísticas em espaços públicos da cidade.

 

PROGRAMAÇÃO:

 

Dia 22 de maio – 19h
- Abertura
- Coquetel
- Exposição de fotos
Local: Hall do Teatro Angel Vianna - 2º andar - Rua José Higino, 115 – Tijuca
Tel. 2570 1247 – 2268 7159
Com capacidade pra 150 pessoas
A exposição mostra entrevistas, danças, fotos, esboços de pesquisa e processo do   documentário Um Filme de Dança, dirigido coreógrafa Carmen Luz.
De 22 de maio a 2 de junho, terça a domingo das 11h às 21h
Local: Galeria do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro - 3º andar
- Sessão única SOMENTE PARA CONVIDADOS do documentário Um Filme de Dança
Local: Teatro Angel Vianna - 2° andar - Sessão única às 19h45min

 

 Dia 23 de maio das 14h30 às 21h30
Seminário: E Dança tem cor?
Concepção e Coordenação: Carmen Luz (RJ)
14h 30 - Mesa 1: Dança, Afrodescendência e  Educação
Palestrantes: Edileusa Santos (BA), Evandro Passos (BH)
Mediação: Natan Rodrigues (RJ)
16h - Mesa 2: Corpo Atento: África do Oeste, Diáspora Negra e os Dilemas Contemporâneos na Dança
Palestrante: Luciane Ramos Silva (SP)
Mediação: Andre Bern (RJ)
18h - Mesa 3: Dança e a Produção de Intercâmbios
Palestrantes: Gatto Larsen (RJ), Junia Bertolino (MG), Elisio Pitta (BA), Firmino Pitanga (SP), Gal Martins (SP)
Mediação: Denise Zenicola (RJ)
19h30 - Mesa 4: Produção do Conhecimento histórico sobre a dança negra brasileira: delimitação do tema, conceituação, abordagens e lacunas
Palestrante: Fernando Ferraz (SP)
Mediação: Ana Vitória (RJ)
OFICINAS:
As oficinas visam à capacitação de bailarinos e professores que atuam ou desejam atuar na área da Dança, Educação Artística, Literatura e História Brasileiras. Serão ministradas por professores-pesquisadores reconhecidos em seus estados de origem e com experiência internacional.
Todas as oficinas serão realizadas no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro.
Dia 23 de maio – 18h - Master Class – Corpo Atento, África Presente
Ondulando os eixos – saberes da África do Oeste para o corpo brasileiro. Novas peles para a formação, treinamento e experimentação em dança.
Prof.Luciane Ramos Silva (SP) - Sua formação em dança tem raízes nas danças afrodiaspóricas e galhos que se estendem por outras técnicas contemporâneas, abordagens somáticas e treinamentos investigativos. Doutoranda em Artes da Cena e mestre em antropologia pela UNICAMP, desde 2009 semeia campos de reflexão sobre as culturas da diáspora e a dança, pesquisando pedagogias e criações em contextos do Senegal, Burkina Faso, Guiné e Mali e suas reverberações brasileiras. É co-idealizadora do Diaspóros Coletivo das Artes e membro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Rituais e Linguagens da Cena.

 

Dia 24 de maio – 14h30 - Oficina de Dança Afro-brasileira
A oficina abordará a preparação corporal e cênica através das Danças de Matrizes Africanas. Trabalhará os elementos constitutivos da dança afro-brasileira oferecendo aos professores subsídios para a aplicação da Lei 10 639.
Prof.Evandro Passos (MG) - é dançarino, ator, diretor e professor de dança do Curso de Teatro da Universidade Federal de São João del-Rei. Membro do Conselho Internacional de Dança.

 

Dia 25 de maio – 14h30 - Oficina Dança de Expressão Negra
Propõe um novo olhar com o tambor; buscar novas possibilidades de dialogo. Percebê-lo por meio dos cincos sentidos. É necessário compreender a função do tambor, nele está o estímulo da construção necessária para a organização de movimento no corpo. Tudo isso é revelado durante o processo, no experimento, e na vivência enquanto dançamos, no fazer do corpo em relação à cultura e a dança negra dentro de contexto teórico/praticas, através de ações de investigação, processo criativo, leitura e analise critica. Ênfase na relação do corpo com o Tambor associado à independência de cada parte do corpo e sua conexão com os Orixás.
Prof. Edileuza Santos (BA) - é uma das mais reconhecidas mestras da dança negra em Salvador. Professora, dançarina, coreógrafa e pesquisadora em arte de expressão negra, é licenciada em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Lecionou durante dez anos no curso de graduação em Dança da UFBA, com ênfase na cultura de expressão negra, no módulo Estudos do Corpo. Integra o conselho consultivo do MUNCAB – Museu Afro-Brasileiro em Salvador (BA)
Teatro Angel Vianna
Galeria do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro
Rua José Higino, 115 – Tijuca - Tel. 2570 1247 – 2268 7159 - Com capacidade pra 150 pessoas

 

Serviço
Projeto Dança Afro/ Danças Negras - DocDança Negra
De 22 a 25 de maio – Rio de Janeiro (RJ)

 

 


Autor / Fonte:Adilson Marcelino




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